Humanos
Os humanos são a raça dominante em todo o mundo conhecido. Presentes desde as ruínas das antigas raças no Oeste até as civilizações moldadas apenas por suas próprias mãos no Leste, sua história é marcada por conquista, ambição e reinvenção constante.
De vida curta, mas extremamente adaptáveis, os humanos compensam sua falta de heranças místicas naturais com curiosidade, engenhosidade e uma fome insaciável por poder. Quando chegaram às terras já habitadas por elfos, anões e gnomos, não hesitaram em tomar o que desejavam: cidades, florestas, montanhas. Os antigos povos foram expulsos, marginalizados ou exterminados, passando a ser chamados de não-humanos.
Em outras regiões, sem rivais ancestrais, os humanos travaram guerras não contra outras raças, mas contra o destino. Suas vidas são entrelaçadas à Roda do Tempo, que gira indiferente à vontade de reis, magos e profetas.
Seja governando com punhos de ferro ou sendo moldados por forças além da compreensão, os humanos erguem impérios, criam religiões, estabelecem ordens mágicas e desafiam as leis da natureza. Eles são capazes de grandeza ou destruição, às vezes ao mesmo tempo.
Independentemente da era, da geografia ou da ameaça, uma verdade sempre se repete: os humanos prosperam — nem sempre por merecimento, mas quase sempre por insistência.
Habilidades
Apesar de não possuírem dons inatos extraordinários como outras raças, os humanos se destacam por sua notável versatilidade. São capazes de aprender qualquer ofício, disciplina ou arte mágica com esforço e dedicação — e, muitas vezes, vão além do esperado por pura força de vontade. Onde outros nascem com talentos, os humanos os desenvolvem.
Essa maleabilidade os torna engenhosos, ambiciosos e incrivelmente adaptáveis às mais diversas realidades: podem se tornar guerreiros, feiticeiros, estudiosos, andarilhos, mercadores, líderes ou profetas. Não há um único caminho reservado à humanidade — e talvez por isso, trilhem todos ao mesmo tempo.
Sua presença é comum em quase todas as regiões do mundo, e, salvo por territórios dominados por elfos ou por culturas que guardam mágoas antigas, os humanos são amplamente tolerados — muitas vezes passando despercebidos, como se fossem parte natural da paisagem. Sua presença raramente causa impacto imediato... a não ser quando o mundo muda por causa deles.
Em meio a raças mais antigas ou a mitologias que os ignoram, os humanos seguem em frente, com uma obstinação silenciosa e uma capacidade inata de se reinventar diante da adversidade. Não brilham por natureza — mas onde brilham, deixam marcas que ecoam por eras.

